sexta-feira, 23 de abril de 2010

INDICAÇÃO DE LEITURA

Depois do lançamento, no Sarau Poesia na Brasa, do mais novo livro do escritor Ferréz "Cronista de Um Tempo Ruim" fica aqui a indicação de leitura, desse trabalho, que como poucos, consegue tocar em diversos assuntos problematicos do nosso cotidiano de forma altamente reflexiva, porém sem perder a capacidade de comunicação. Uma boa leitura e muita reflexão.

CRONISTA DE UM TEMPO RUIM


Sempre com uma escrita forte e contundente, muitas vezes até mal-interpretada, como o recente processo por apologia ao crime, acatado pelo Ministério Público, por conta de um dos seus textos. Se fosse em suas palavras, ele certamente diria nesta introdução: “Apologia ao crime é a panela vazia”.

Enquanto a esmagadora maioria está escrevendo para ter um lugar ao sol, Ferréz parece estar escrevendo para simplesmente chegar ao sul, ao leste, a oeste ou ao norte de lugar algum, afinal o autor trabalha vendendo roupas com frases de seus livros e fazendo palestras em escolas públicas, municipais, além de jovens em liberdade assistida, cadeias, ONGs e dezenas de movimentos populares.

Neste livro, podemos ler a crônica “SPPCC”, que o escritor escreveu meses antes dos atentados cometidos pela facção criminosa, e que somente quem tem uma visão muito pontual da cidade poderia fazer. Assim como também a crônica “Meu dia na guerra”, que, além de narrar os fatos após os atentados, ainda foi um texto muito importante por denunciar as dezenas de chacinas que vieram em seguida, esse texto inclusive foi fator determinante para que elas fossem reprimidas. Outro que merece destaque é o texto “Cotidiano 100%”, que foi proibido de sair no livro da companhia de metrô de São Paulo.

O que esperamos dele agora? O que ele faz com muita competência, um bom texto que nos cause indignação e que continue andando onde ele é mais urgente: nas ruas deste imenso país periferia”.

Autor: Ferréz

Editora: SELO POVO

Formato: 10x16cm

ISBN: 978-85-62848-00-1

http://selopovo.blogspot.com/

Um comentário:

Maria Eunice de disse...

Quem ainda não leu, não sabe o que está perdendo...um soco no estomago, mas também tem momentos de profunda reflexão, lirismo, enfim...aquelas coisas todas que "nos acostumamos",mas que quando colocadas no papel ainda tem o poder de mobilizar...a minha vontade foi de comprar "um lote" e sair distribuindo...owwww falta que faz um dindin a mais...rsrsrs.