quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

SALVE

Muita luta, conquistas, algumas quedas e assim se fez mais um ano de movimento. Esperamos que de alguma forma termos contribuído para a melhora de nossas quebradas. Foram debates, filmes, saraus, exposições, teatro, shows e muitas outras coisas, feitas com todo amor e ódio que nós sabemos ter. Mas agora iremos dar uma parada com o sarau no mês de janeiro, voltaremos no dia seis de fevereiro, mas não pensem que estaremos parados, só vamos dar um tempo para articular as atividades para o ano que vem. Tentaremos novamente um projeto no Programa VAI, estamos estreitando algumas mandingas com a Comunidade Cultural Quilombaque, o trampo vai ser fortalecido cada vez mais com o Projeto Espremedor, vai rolar umas traquinagens com os guerreiros e guerreiras da Edições Toró e do Elo da Corrente e muitas outras idéias serão colocadas em prática. Obrigado a todo mundo que somou. Axé

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

O último sarau de 2009

Começamos com um amplificador e um microfone remendado no durex. Fomos resistindo mês a mês, perdemos o local onde iniciamos o sarau em 2008, mas ganhamos outro parceiro, o Carlita dono do bar que estamos agora. Fomos contemplados com o projeto VAI (Valorização de Iniciativas Culturais). Completamos 1 ano de trabalho em 07/2009 e com os pés no chão não limitamos nossas ações, sonhos e o objetivo principal que é trabalhar com a literatura, a palavra nas periferias. Como? No sarau, nas escolas, publicando os nossos livros, na Febem ou Fundação casa, promovendo debates, discussões sobre a própria literatura e a mulher nos movimentos culturais. Sabemos que há muito trabalho e poucas pessoas para desenvolver, no entanto, os coletivos que somaram este ano, trouxeram além da energia positiva, muitos braços, mãos e cabeças que fortaleceram a nossa caminhada desde o início. Muitos disseram que a atitude do coletivo era um sonho bobo, sem retorno significativo à comunidade e que o próprio sarau não resistiria por muito tempo. O que esqueceram de avaliar é que com a frustração nós já nascemos, então, sempre esperamos que vá dar certo, se acontecer o inverso, tentamos novamente e sempre. A correria não para, enquanto você lê muitos se perdem na contramão da vida, necessidade, condição ou raiva mesmo desse sistema de repressão aos muitos e fracos marginalizados. Se vamos mudar o mundo? Claro que não, mas podemos deixar o cotidiano um pouco mais bagunçado, no terreiro da palavra, abrimos reflexões, posições, buscando que cada um desenvolva a sua autonomia, o espaço é aberto, expressão sem medo de não ser respeitado.
Encerramos com o último sarau do ano, cansados, mas com sorriso nos lábios, aqueles que não pegavam na caneta estão escrevendo, lendo, se informando, armando o argumento do questionamento.
Ano que vem, mais trampo mais correria, o tempo a gente arruma, na determinação, necessidade de melhora da nossa quebrada, nossa morada.
Sem palavras para agradecer todos que estiveram conosco nessa caminhada.

Muita Paz e Saúde!

Que este ano que chega seja de luz, muita luz nas nossas caminhadas.

Coletivo Cultural Poesia na Brasa

Kolombolo Diá Piratininga

MPR - Skol e Vibox


Lado de fora do bar



Lançamento Negrafias


Raquel e Yakini - Elo-da-Corrente



Lid´s - Sarau da Ademar



Dan emociona com sua linda canção
O tambor manda chamar ...

Os poetas

Só sorrisos

Sonia representa na exposição de fotografia


Um pouco da exposição


Dentro do bar


A família
Calor humano, intensidade precisa e necessária